Elas, que começaram embutidas de sentimento, perdem-se
Passam a significar porra nenhuma
Manchas escuras no delineado da caneta
Juro que a tinta estourou, até perceber que é merda
Merda escrita, textos bostejados pelo peito, falhas na boca e piores quando marcadas na folha
Nessa confusão que embaralha os pensamentos, nem escrever posso
Já não faz sentido, já não flui, e contento-me
Contento-me com essa de existência sôfrega e vazia, sem pensar, sem registrar
Largo a caneta, lágrimas nos olhos, gotas no papel
Olho: uma imensidão de manchas que te engolem em sentimentos
Puta que pariu! Que ironia
Sou uma artista do caralho.
03/2019
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